domingo, 2 de março de 2014

Ágatha, afaste esses olhos tristes do meu mundo




Nunca mais será a mesma coisa;
Porque não guardar só o que há de bom?
-O que vemos desaparece tão rápido...
É verdade, nunca mais verei as violetas daqueles vasos em frente ao seu quarto com olhos de criança...

Minha alma está muito distante agora... Bem distante do seu mundo.
Tão distante que não há nada que você possa dizer  para que eu volte.
É hora de ver o que tem lá fora, de acompanhar o que perdemos enquanto estávamos seguindo a estrada a dois,


“Pise do lado de fora, o verão está florescendo;

Fique ao lado da lareira

Tire esse olhar da sua cara

Você nunca irá queimar meu coração”

























domingo, 3 de novembro de 2013

"When i was your woman"




  Ela sempre se sentiu um pouco sozinha, um pouco diferente... Com o tempo aprendeu a viver no seu ritmo e a extrair o melhor que poderia, tinha um sonho que era sonhado a dois, mas ele foi abandonado por ela e pelo seu herói de infância, que se tornara seu  algoz.

  Durante muito tempo ela sentiu a vida sobre suas rédeas, apesar das inconstâncias de sempre, daquelas mudanças sempre repentinas daqueles que ela tanto amava, ela sabia sair rápido do campo de visão do monstro verde da tristeza. Ela tinha Deus, tinha um sonho, era só ela que girava o timão do seu barco em direção ao que ela queria. Mas o sonho se despedaçou, Deus tentava ressuscitar outro sonho, foi difícil aceita-lo, depois se tornou bom e trouxe muitas surpresas boas.

  Hoje, aquele que foi seu herói, agora seu algoz, era sentido por ela como uma sombra, um vento contrário à direção que ela empenhava ao timão do seu barco, tudo ficava meio cinza. Com uma força súbita, ela vencia o vento contrário, se  erguia, continuava. Mas parece que a luta incansável  de sonhos,heróis, amor de família, aquela que era como uma turbina que acionava sua força, essa luta desde quando seus músculos ainda eram fracos até hoje, parece que deixou sua cabeça fadigada. Ela acoplou em seu peito uma turbina acessória, que a vida lhe mostrou em sonhos, como uma espécie de solução, como a resposta para sua solidão, um soldado fiel, para ficar ao seu lado e lutar contra todo fantasma, medo, ajudar a ser feliz, no começo hesitou muito, mas novamente o velho tempo a fez perceber como era boa essa nova forma de impulsionar seus sonhos, sua vida. Então, ela apaixonou-se por esse motor que estava aparelhado ao seu peito. 

  De repente, alguma coisa de errado na instalação surgiu, interferências, a ligação feita no seu peito parece ter se desgastado durante a viagem, o soldado que a vida trouxe para ficar ao seu lado parece dá sinais pequenos de querer deixar o barco, ele parece ter criado planos distintos, parece sonhar em entrar em outro barco e tomar a frente de um timão que não era aquele que Ela conhecia.
Ela tenta reanimar a acoplagem feita em seu peito, já verificou os laços que os uniam, já tentou pilotar como quando o soldado a conheceu... Quem sabe tudo não voltava a ser como antes? Mas nada parece dá certo. Ele ainda está aqui, mas ela não sente, ele ainda não saiu do seu barco, mas é como se já estivesse longe, talvez olhando para um novo horizonte...

“ Eu não sei porque te sinto tão longe de mim, eu tento vasculhar o meu baú procurando as ferramentas pra te trazer de volta, pra sentir aquele amor caloroso que eu sentia tão presente, com tantas palavras de amor, cartas já não adiantam mais, o silêncio é a minha resposta. Talvez o problema sejam meus olhos que não conseguem mais ver, meu coração talvez esteja um pouco cansado, com um sinal fraco que não consiga detectar uma sinalização comum, talvez o problema seja eu não ter te preservado mais, eu ter te misturado tanto ao que sinto... Mas se eu estou percebendo certo, se os sinais vermelhos de alerta estão alarmados corretamente, é melhor que eu pergunte de vez, soldado:

-Você está mesmo me deixando?”
- ...

-Por que você não é mais o mesmo? Porque eu te sinto distante e minhas respostas são vagas ou simplesmente você não responde?

-...

-Talvez você ainda não queira falar, queira continuar nessa posição psicanalítica, mas eu só queria te dizer, que isso está me matando por dentro, porque eu aprendi a te amar de uma forma tão louca e tão profunda, que não sei arrancar os fios, laços e parafusos que me ligam a você, mas se você quer ir, eu vou te arrancar daqui, mesmo sabendo que você vai levar alguns pedaços, que ao redor tudo vai sangrar. Meu velho amigo tempo já me disse que um dia tudo sara, que onde havia dor e sangue ficará apenas uma cicatriz, que numa manhã de domingo, quando o vento voltar a soprar doce e eu olhar desapercebida para cicatriz deixada vou lembrar apenas que eu amei com todas as forças que haviam em meu pequeno ser. "



Quando eu era o seu homem
A mesma cama, mas parece um pouco maior agora
Nossa canção no rádio, mas ela não soa como antes
Quando nossos amigos falam sobre você
Tudo o que isso faz é me arruinar
Porque meu coração se parte um pouco
Quando ouço o seu nome
E tudo soa como uh, uh, uh, uh, uh

Jovem demais, tolo demais para perceber
Que eu deveria ter lhe comprado flores e segurado sua mão
Deveria ter te dado as minhas horas quando tive a chance
Ter levado você a todas as festas
Porque tudo o que queria era dançar
Agora minha garota está dançando, mas está dançando
Com outro homem

Meu orgulho, meu ego
Minhas necessidades e meu jeito egoísta
Fizeram uma mulher boa e forte como você
Sair da minha vida
Agora nunca, nunca conseguirei limpar
A bagunça em que me meti
E me assombra sempre que fecho meus olhos
Tudo isso soa como uh, uh, uh, uh, uh

Jovem demais, tolo demais para perceber
Que eu deveria ter lhe comprado flores e segurado sua mão
Deveria ter te dado as minhas horas quando tive a chance
Ter levado você a todas as festas
Porque tudo o que queria era dançar
Agora minha garota está dançando, mas está dançando
Com outro homem

Apesar de doer
Serei o primeiro a dizer que eu estava errado
Oh, sei que provavelmente estou muito atrasado
Para tentar me desculpar pelos meus erros
Mas eu só quero que você saiba
Espero que ele lhe compre flores, que ele segure sua mão
Que lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance
Que leve você a todas as festas porque eu me lembro
De quanto você amava dançar
Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era o seu homem

Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era o seu homem


Letra enviada por Felipe

Link: http://www.vagalume.com.br/bruno-mars/when-i-was-your-man-traducao.html#ixzz2jc43ZtFF

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Do lado de cá ~

Tinha a impressão que seu mundo era meio inabitado e ela sentia-se, aqui, estrangeira, com orelhas grandes e cara verde. Disseram a ela que era preciso ver a realidade, porque parecia que em seu coração havia uma espécie de amplificador de sentimentos, e o que era ruim, se tornava pior para ela. Mas ela tinha medo, de fato, já sabia da existência desse amplificador em seu íntimo, ele causava dias insuportáveis, provocados por um impacto que deveria ser razoável. E nesses dias ela queria mesmo se livrar do amplificador, mas as tentativas foram ainda mais dolorosas.

E pegou-se a pensar um certo dia:

- "E quando o meu coração estiver cheio de amor, em uma daquelas manhãs de primavera, que o sol chega com ar de majestade e os galhos que balançam com o tocar do vento parecem anunciadores de uma felicidade simples e pura?  Quando o coração palpita de fé e eu pareço a única a amplificar os gestos singelos da natureza... E quando o impacto da dor está sufocado e eu posso desfrutar dessa sensibilidade inigualável... E quando... ?"

 Então, mergulhada em sua introspecção, a estrangeira de cara verde abraçou seu próprio peito e decidiu se responsabilizar pelas sequelas do seu amplificador, convenceu-se que poderia construir uma armadura, feita de versos e flores que emanam de sua fé, da inocência riscada daquela que consegue ver o sol, alguns dias, como um Rei a acenar. Ela resolveu encaixar esses sentimentos nos poros de uma armadura feita por ela, para proteger-se e preservar sua sensibilidade de reconhecer que a felicidade é simples como um galho que balança com a música do vento.   A.C.D



"A violeta é introvertida e sua introspecção é profunda .Dizem que se esconde por modéstia.
Não é.
Esconde-se para poder captar o próprio segredo.
Seu quase-não-perfume é glória abafada mas exige da gente que o busque.
Não grita nunca seu perfume.Violeta diz levezas que não se podem dizer." Clarice Lispector.

sábado, 15 de outubro de 2011

Por que sempre queremos mais?



Borboletas Transparentes

 
Existe uma lenda que diz que as borboletas nasceram do sopro de Deus sobre pétalas caídas, para que elas continuassem a enfeitar o mundo, dando-lhes asas. As borboletas de “asa-de-vidro” tem asas  transparentes e o tecido entre suas veias parece vidro. Acho que foi o sopro mais delicado de Deus. Na China, a borboleta remete a liberdade e ao Amor Jovem, no sentido de um amor que nunca acaba. Acredito que Raul Seixas sabia disso, quando escreveu uma canção (A Maçã) em que diz: “ Amor só dura em liberdade”.

                

Tenho duvidado profundamente  dessa bandeira de simplicidade que sempre levantei. Olho pra dentro de mim e para o que tinha sempre ao redor, lembro das coisas e oportunidades que deixei passar por achar que algo que se encaixasse viria, das noites de tristeza e introspecção de realidades que perturbam. Quando poderia simplesmente não me importar com a hipocrisia alheia, com a preguiça que impede o próximo passo na vida, com a insensibilidade... Poderia simplesmente ter aceitado ficar ao lado de quem não consigo admirar ou não me faz sentir as pernas bambas e esperar que algum sentimento de apego começasse a surgir... Não é assim que se faz por ai?
Continuo a acreditar que ao menos nisso não dá pra dizer aquele: “Pode ser”, que você diz ao padeiro quando só tem pão de seda e você queria mesmo pão francês. Tem que “Sim, eu quero,sim”.
Lembro Das pessoas que deixei passar, por motivos tão fúteis ou tão idealistas... Mas será que é mesmo idealista esperar por alguém que te faça esquecer o mundo lá fora, que entenda suas frases pela metade ou entenda a dimensão que algum acontecimento tem na sua vida? Será que é futilidade esperar alguém que repare na sua mão e no que você fala além de reparar nas suas curvas? Se for, tenho que expressar a minha indignação por esse idealismo e futilidade que me  impedem  de ter  alguém ao lado naquele filme, alguém que se possa beijar depois de ter compartilhado aquelas coisas indefinidas  que fazem você ser você mesma e se sentir entendida. De sentir o abraço que parece ter sido feito para seu tamanho, mesmo sendo de tamanhos tão diferentes, o abraço que esquenta e que não dá para imaginar melhor lugar para descansar. Alguém que tenha nos olhos a dignidade e o respeito que te faz respirar segura.
Hum... Acho que alguém aqui está com saudade de se apaixonar!  Mas, enquanto isso, sempre tem muito mais. ;D

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A flor da Cerejeira


A flor da cerejeira,também conhecida como "flor do Japão" é venerada pelos japoneses como o hino nacional. Ela nasce na primavera, episódio espetacular na vida do povo japonês. Antigamente ela era o símbolo do amor, também chamada de Sakura, em homenagem a princesa. Hoje  sua única missão é ser bonita, seu nascimento é motivo de disputa pelos melhores lugares para ver o show. ;)

“Não sei como o mundo me julga, mas a mim próprio parece-me que sou como uma criança que brinca na praia e se diverte quando encontra uma pedra mais lisa que outra ou uma concha mais bonita que as comuns, enquanto o oceano da verdade jazia perante mim como uma incógnita.”
(Isaac Newton)

Ela foi embora. Carregou com ela aquela energia que fazia meu  coração correr para o canto da sela quando ouvia seus passos firmes e toda aquela atmosfera, um quê de mistério, tristeza, raiva,  ansiedade e beleza. Nunca entendi ao certo aqueles grandes olhos que me fitavam, ás vezes esperando de mim a resposta que muda o rumo das coisas. Não sei de onde ela tirou essa pose. Às vezes me dói, na maior parte do tempo, às vezes sinto raiva e ora é só compaixão.
Eu amo assim. Vejo quem amo um pouco mais além, eu sinto. Isto é bom quando consigo ajudar, mas  perturbador  sentir o desespero, ansiedade ou inquietude saltitante dos olhos de quem se ama. Então eu apenas rezo.
Ela foi e levou tudo que eu não podia mais, foi ELE que decidiu agora, porque tinha um lugar melhor para ela nesse momento, um lugar de devolução. Devolução de paz.
O que me restou? Minha paz. Na verdade, é a paz DELE. Fiz tanta coisa em tão pouco tempo desde então, me sinto mais leve que uma pena caindo num algodoeiro meio a uma brisa fina, vestida  de um orvalho fresco.
De repente alguém levou de mim os 60 kg que estavam na parte frontal da minha cabeça... Espero que se esqueça de devolver.
Está tudo limitado, poderia listar vários motivos de desistir agora, mas aquela força de sonhar que tinha quando era criança voltou. Aquele sentimento de achar que pode sim, que vai dar certo sim, que existe alguém no mundo grande demais que está lá no final da corrida esperando minha chegada, certo dessa chegada, zeloso em toda a caminhada. Chamo esse sentimento de Fé. E esse alguém, é ELE, é DELE, é Deus. E nada é mais importante que isso, nada.






segunda-feira, 18 de julho de 2011

Em segredo

Às vezes eu sinto que segui um caminho que é bifurcação do caminho espaçoso que os outros ao meu redor seguiram, encontrei com eles após décadas de andanças entre as pedras de algum lugar que eu esqueci o nome. Paramos no mesmo ponto, mas tenho medo de dizer que pra mim foi tudo diferente, eu temo as conclusões equivocadas, minha falta de boa vontade e paciência de explicar o contrário. Então, estou aqui, escondida atrás de uma poltrona que fala e apresenta-se com o nome de preguiça e serve de assento, todos os dias, a um gordo que parece muito mais um lutador de sumô. Eu não vou com a cara dele. A poltrona preta falante que se diz ser a preguiça me revelou que ele se alimenta de tudo que eu tenho medo, e que ele me conhece.
   Todos os dias eu me levanto olhando para os lados, receosa que tenham visto meu esconderijo. Visto minha roupa e cumpro todo o ritual humano antes de ir para faculdade e agir como se estivesse tudo normal. Olho para eles e até converso, às vezes solto uma piadinha, às vezes fico feito bicho acuado e detenho-me a responder alguma pergunta.
   Quando chego em casa e fecho a porta do apartamento, já quase esquecida de que ele me seguia em passos lentos, quase como um bote, ao levantar os olhos para a sala, o lutador de sumô me pergunta quase sorrindo:
   - Por que demorou?
   -Sem resposta...
   Mas outro dia, sonhei que isso foi só um pesadelo, que eu entendo o que está acontecendo, que isso é resultado dessa minha introspecção viajante, dessa imaginação que me dá asas, embora nem sempre me leve para os melhores lugares ( Juro que ando procurando uma agência nova).
   Hoje escondi tudo rapidinho, duas colegas vieram estudar aqui, estávamos tentando nos livrar da caveira com pêlos saindo pelas narinas que assusta os estudantes de anatomia II, acabei relaxando nos intervalos e fui tratada quase como um extraterrestre.
   -Arrhan! Traga umas batatas com chocolate, disse o lutador de sumô se aconchegando naquela poltrona preta que eu escondi dentro do armário.
   -Acho que eu preciso fazer uma faxina, jogar umas coisas fora, pensei...
   Tenho a sensação que algo vai explodir em breve, escondo materiais inflamáveis na cozinha e tento encontrar o pavio. Mas... Enquanto estou aqui, viva e cheia de interrogações, mesmo com um gordo folgado me seguindo, um velho sacana chamado tempo com sua sabedoria quase irritante, uma magrela mesquinha e fria que insiste em brincar de esconde-esconde e atende por solidão na minha cola, mesmo assim, e enquanto isso, vou vivendo, arriscando todos os dias, tentando ser o mais normal possível.

Mas guardem segredo...

domingo, 17 de julho de 2011

Segunda-Feira

  “Para mim segunda-feira é dia de recomeçar, mesmo que soe mais como continuidade, principalmente quando estamos agindo quase mecanicamente e é preciso terminar algo. Mas a segunda é o dia depois do intervalo, depois de respirar fundo e rever o que já foi feito, hora propícia a fazer diferente... E eu desejo mesmo que a vida seja assim, repleta de recomeços, cheia de segundas-feiras para que não tenhamos medo de se arriscar, de se jogar, de cair, de apostar em coisas novas e em um futuro diferente do que parece estar traçado”
   Aos 12 anos o maior desejo é que o tempo passe... Passe e traga com ele a realização da mocidade já anunciada, especialmente para as meninas, queremos nos parecer mais mulheres, queremos ser vistas como tais. E já está tudo programado, o espelho está de prova, deixamos o cabelo crescer, nos enchemos de curvas, desejamos os saltos e o vermelho nas unhas. Ah, e o amor, aspiramos viver uma história de amor... E tentamos, sim.
   Quando o motor atinge uma potência em torno de 2.0, continuamos querendo que o tempo passe, mas agora o objetivo de quem não é a exceção é esperar que o tempo, aquele senhor de chapéu marrom e cabeça baixa sentado na esquina observando tudo e todos, amenize as marcas das decepções e dos desencontros. É sempre uma questão de tempo. Esse senhor tão igual e tão diferente... Só com ele somos capazes de nos reconstruirmos do que tirou nossas certezas, por isso, seja paciente nas pequenas evoluções, para cada dia, uma pequena vitória. O importante é seguir em frente, não é preciso ter certeza de onde vai dar a estrada, mas é sempre preciso ter ousadia para tentar mais uma vez e ‘continuar, continuar’ acreditando na vida.
  Desculpe se em nada você acredita, mas não poderia omitir aqui a minha fé! A raiz de todos os meus erros está nas vezes que eu impedi que Deus fosse Deus. Hoje ele está em primeiro lugar, por isso, o mundo pode desabar, eu vou continuar de pé, porque minha emoção está sendo construída sobre uma rocha que não vacila. Meu bom velho e eterno Deus.

Eu gosto de pensar em Deus como um homem muito grande, com ar de poderoso e sábio ( eu sei que ele é tudo isso, mas eu o imagino), com sua longa barba branca e grandes mãos, eu posso descansar em um pequeno espaço da sua palma, as vezes olho pro céu e imagino ele lá em cima olhando pra mim aqui embaixo, as vezes sério, as vezes sorrindo, mas sempre com aquele olhar que diz: “ vai garotinha boba!  Tenta! Pode ir! Vai! Eu estou aqui!”. Então eu vou...