sábado, 15 de outubro de 2011

Por que sempre queremos mais?



Borboletas Transparentes

 
Existe uma lenda que diz que as borboletas nasceram do sopro de Deus sobre pétalas caídas, para que elas continuassem a enfeitar o mundo, dando-lhes asas. As borboletas de “asa-de-vidro” tem asas  transparentes e o tecido entre suas veias parece vidro. Acho que foi o sopro mais delicado de Deus. Na China, a borboleta remete a liberdade e ao Amor Jovem, no sentido de um amor que nunca acaba. Acredito que Raul Seixas sabia disso, quando escreveu uma canção (A Maçã) em que diz: “ Amor só dura em liberdade”.

                

Tenho duvidado profundamente  dessa bandeira de simplicidade que sempre levantei. Olho pra dentro de mim e para o que tinha sempre ao redor, lembro das coisas e oportunidades que deixei passar por achar que algo que se encaixasse viria, das noites de tristeza e introspecção de realidades que perturbam. Quando poderia simplesmente não me importar com a hipocrisia alheia, com a preguiça que impede o próximo passo na vida, com a insensibilidade... Poderia simplesmente ter aceitado ficar ao lado de quem não consigo admirar ou não me faz sentir as pernas bambas e esperar que algum sentimento de apego começasse a surgir... Não é assim que se faz por ai?
Continuo a acreditar que ao menos nisso não dá pra dizer aquele: “Pode ser”, que você diz ao padeiro quando só tem pão de seda e você queria mesmo pão francês. Tem que “Sim, eu quero,sim”.
Lembro Das pessoas que deixei passar, por motivos tão fúteis ou tão idealistas... Mas será que é mesmo idealista esperar por alguém que te faça esquecer o mundo lá fora, que entenda suas frases pela metade ou entenda a dimensão que algum acontecimento tem na sua vida? Será que é futilidade esperar alguém que repare na sua mão e no que você fala além de reparar nas suas curvas? Se for, tenho que expressar a minha indignação por esse idealismo e futilidade que me  impedem  de ter  alguém ao lado naquele filme, alguém que se possa beijar depois de ter compartilhado aquelas coisas indefinidas  que fazem você ser você mesma e se sentir entendida. De sentir o abraço que parece ter sido feito para seu tamanho, mesmo sendo de tamanhos tão diferentes, o abraço que esquenta e que não dá para imaginar melhor lugar para descansar. Alguém que tenha nos olhos a dignidade e o respeito que te faz respirar segura.
Hum... Acho que alguém aqui está com saudade de se apaixonar!  Mas, enquanto isso, sempre tem muito mais. ;D

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A flor da Cerejeira


A flor da cerejeira,também conhecida como "flor do Japão" é venerada pelos japoneses como o hino nacional. Ela nasce na primavera, episódio espetacular na vida do povo japonês. Antigamente ela era o símbolo do amor, também chamada de Sakura, em homenagem a princesa. Hoje  sua única missão é ser bonita, seu nascimento é motivo de disputa pelos melhores lugares para ver o show. ;)

“Não sei como o mundo me julga, mas a mim próprio parece-me que sou como uma criança que brinca na praia e se diverte quando encontra uma pedra mais lisa que outra ou uma concha mais bonita que as comuns, enquanto o oceano da verdade jazia perante mim como uma incógnita.”
(Isaac Newton)

Ela foi embora. Carregou com ela aquela energia que fazia meu  coração correr para o canto da sela quando ouvia seus passos firmes e toda aquela atmosfera, um quê de mistério, tristeza, raiva,  ansiedade e beleza. Nunca entendi ao certo aqueles grandes olhos que me fitavam, ás vezes esperando de mim a resposta que muda o rumo das coisas. Não sei de onde ela tirou essa pose. Às vezes me dói, na maior parte do tempo, às vezes sinto raiva e ora é só compaixão.
Eu amo assim. Vejo quem amo um pouco mais além, eu sinto. Isto é bom quando consigo ajudar, mas  perturbador  sentir o desespero, ansiedade ou inquietude saltitante dos olhos de quem se ama. Então eu apenas rezo.
Ela foi e levou tudo que eu não podia mais, foi ELE que decidiu agora, porque tinha um lugar melhor para ela nesse momento, um lugar de devolução. Devolução de paz.
O que me restou? Minha paz. Na verdade, é a paz DELE. Fiz tanta coisa em tão pouco tempo desde então, me sinto mais leve que uma pena caindo num algodoeiro meio a uma brisa fina, vestida  de um orvalho fresco.
De repente alguém levou de mim os 60 kg que estavam na parte frontal da minha cabeça... Espero que se esqueça de devolver.
Está tudo limitado, poderia listar vários motivos de desistir agora, mas aquela força de sonhar que tinha quando era criança voltou. Aquele sentimento de achar que pode sim, que vai dar certo sim, que existe alguém no mundo grande demais que está lá no final da corrida esperando minha chegada, certo dessa chegada, zeloso em toda a caminhada. Chamo esse sentimento de Fé. E esse alguém, é ELE, é DELE, é Deus. E nada é mais importante que isso, nada.